
Na espécie humana geralmente o nascimento é demarcado por apenas um único bebe, devido ao fato de estar envolvido no processo de fertilização apenas um óvulo e um espermatozóide. Porém, não é incomum ocorrerem nascimentos múltiplos.
É possível durante o período fértil o corpo da mulher liberar dois óvulos num curto espaço de tempo, possibilitando a fertilização de ambos. Quando a fertilização ocorre nessas circunstâncias, os bebes resultantes dessa fertilização são chamados de gêmeos dizigóticos ou mais comumente de gêmeo fraternos. Também é possível um único óvulo ser fertilizado e se dividir em dois, os bebes resultantes desse processo de divisão celular são denominados de gêmeos monozigóticos, ou gêmeos idênticos.
Nesse processo de fertilização por divisão celular o por fecundação de ambos poderão ocorrer os chamados nascimentos múltiplos (trigêmeos, quadrigêmeos, quíntuplos e assim por diante...).
Vale ressaltar que os gêmeos monozigóticos são portadores da mesma carga genética e são do mesmo sexo. Os gêmeos dizigóticos, gerados a partir de diferentes espermatozóides e óvulos possuem características próprias e suas cargas genéticas são distintas, podendo inclusive ser de sexos diferente.
Nem sempre os gêmeos monozigóticos são idênticos, podem ter temperamento diferente, podem possuir características físicas diferentes.
WRIGHT (1995), relata casos raros de desenvolvimento pré-natal anormal resultando em gêmeos monozigóticos de sexo oposto.
Cerca de um terço de todos os gêmeos monozigóticos, parecem ser resultado de um “acidente” no desenvolvimento pré-natal, sendo que sua incidência é aproximadamente a mesma em todos os grupos étnicos.
Já para os gêmeos dizigóticos a ocorrência é mais comum entre os povos afro-americanos, europeus brancos do norte e indianos do leste e menos comum entre os povos asiáticos (BEHRMAN, 1992).
Pesquisas indicam que tal ocorrência pode ser devido a tendências hormonais que podem permitir que algumas mulheres sejam mais propensas à liberação de mais óvulos simultaneamente.
Outro fator importante a se considerar, são os tratamentos a base de drogas de fertilidade que estimulam a ovulação e a partir daí podem gerar maior número de gêmeos dizigóticos.
Também se constata que os nascimentos de gêmeos dizigóticos têm maior probabilidade de ocorrer a partir da terceira gravidez, em mulheres mais velhas e em famílias com histórico de gêmeos fraternos.