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DST's & AIDS
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HPV
09/09/2008 - 23h01m

Brasil destaca-se na Pesquisa do HPV e reúne em congresso os maiores especialistas sobre o vírus. 

 

Uma em cada quatro mulheres está contaminada pelo HPV, vírus que causa câncer de colo de útero. O Brasil, um dos países com maior incidência deste tipo de câncer, sedia pela primeira vez o fórum internacional mais importante sobre o tema. 

 

O Brasil está entre os cinco países do mundo com o maior índice de câncer no colo do útero, perdendo para a China, Índia e países africanos. O principal causador destas lesões é o papilomavírus (HPV), associado a mais de 95% dos casos. 

 

Vacinas para o HPV estão sendo testadas no Brasil e em outros países. Discute-se também qual a melhor forma de diagnosticar os tipos do vírus que são de alto risco. Para mulheres, o teste de Papanicolaou é o exame mais conhecido e difundido, porém ele é capaz de detectar apenas as lesões causadas pelo HPV. Já os novos testes moleculares são capazes de identificar o próprio vírus. Mas como muitas pessoas eliminam o HPV naturalmente, pela ação da defesa imunológica, somente um médico pode decidir qual o melhor tratamento para a infecção. 

 

Estas e outras questões relativas a saúde pública, associação entre o vírus e câncer, vacinas, epidemiologia, prevenção, diagnóstico e tratamento de câncer de colo de útero são temas do 19º Congresso Internacional sobre Papilomavírus, que se realiza entre 1 e 7 de setembro, em Florianópolis. 

 

Luisa Lina Villa é chefe do grupo de Virologia do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer. Há 15 estuda o HPV, sendo responsável por estudos que norteiam em todo o mundo a aplicação de vacinas contra o vírus. Juntamente com Eduardo Franco, da McGill University (Canadá), e Gustavo Amestoy, da Universidade Austral (Argentina), organiza o congresso, que se realiza pela primeira vez no país graças à excelência das pesquisas aqui desenvolvidas. 

 

Participam do congresso importantes nomes da comunidade científica, entre eles Harald zur Hausen, o primeiro pesquisador alemão a associar vírus e câncer; John Schiller (do National Cancer Institute e National Institutes of Health, EUA), que desenvolve vacina contra o HPV, e Xavier Bosch, um dos primeiros a destacar o papel do parceiro masculino na transmissão do vírus.  

 

O que é HPV?
 
Os papilomavírus são conhecidos como causadores de tumores benignos (papilomas, verrugas comuns e condilomas). Pode ser transmitido para qualquer célula da pele ou das mucosas genitais, através de relações sexuais. Hoje são conhecidos mais de 100 tipos diferentes, sendo 40 são genitais. Há os tipos considerados de baixo risco e os de alto risco de causar câncer. Entre os de alto risco, os tipos 16 e 18 são os mais comuns em todo o mundo.
 

 

Vírus infecta homens e mulheres

Tanto homens quanto mulheres podem adquirir o papilomavírus através da relação sexual. Nas mulheres, ele está presente em 95% dos casos de câncer do colo de útero. Sabe-se que entre 15% e 30% da população feminina do mundo podem ter DNA do vírus em células genitais. A maior incidência do vírus ocorre entre mulheres muito jovens.
Onde o vírus incide.

Os diversos tipos de HPV atingem pele e mucosas que revestem órgãos internamente. Podem sem encontrados em diversos órgãos, principalmente na região anogenital: colo de útero, vagina, vulva, pênis e ânus. O HPV também está associado ao câncer de vulva, pênis, ânus e, em menor proporção, câncer de boca, laringe e outros tumores de cabeça e pescoço. Diversos tumores de pele são causados por HPV.
Como evitar o contágio?

A melhor forma é por meio do controle da atividade sexual, pela redução dos contatos sexuais (número de parceiros, promiscuidade do parceiro), pelo uso de camisinha e exames periódicos.
Por que se fala tão pouco sobre HPV?

Apesar do vírus ser conhecido desde os anos 70, somente no início dos anos 90 é que os estudos moleculares e epidemiológicos confirmaram sua associação com os tumores genitais. Nos últimos cinco anos, o assunto tornou-se mais popular. As estimativas mundiais indicam que aproximadamente 20% de indivíduos normais estão infectados com HPV e que a cada ano surgem cerca de 500 mil casos novos de câncer do colo do útero, dos quais aproximadamente dois terços ocorrem em países em desenvolvimento.

 

 Vacina

 

 

Está em finalização a fase 2 da vacina, que testa a aplicação imunológica contra as proteínas do vírus. Os estudos ocorrem no Brasil (em São Paulo, Campinas e Curitiba) desde 1997 e a vacina é administrada em mulheres jovens (entre 16 e 25 anos de idade), sadias, com resultado de Papanicolaou normal, sem nenhuma evidência de apresentarem lesões ao HPV, além de terem um número baixo de parceiros sexuais
Números no Brasil segundo Inca

 

 

Campanha do Hospital do Câncer mostra que prevenção pode zerar tumores de colo de útero. 

 

Causado pelo vírus HPV, o câncer de colo de útero é o segundo que mais atinge as mulheres no país e pode ser totalmente evitado com o uso de preservativos e exames médicos de rotina. Criada pela J. Walter Thompson para TV, rádio, internet, jornais e revistas, campanha terá veiculação nacional a partir do dia 1o, sábado. No mesmo dia começa em Florianópolis o maior evento internacional sobre o tema, promovido pelo Instituto Ludwig, que acontece pela 1a vez no Brasil e reúne os principais estudiosos do mundo em HPV.

 

 Com uma das maiores incidências mundiais e figurando entre as principais causas de morte no Brasil, o câncer de colo de útero poderia ser evitado com medidas simples de prevenção. É o que vai mostrar a nova campanha de prevenção do Hospital do Câncer de São Paulo, que terá veiculação nacional a partir deste sábado, dia 1o. No mesmo dia começa em Florianópolis, no Costão do Santinho, o 19º Congresso Internacional sobre Papilomavírus, que vai reunir os principais especialistas do mundo no assunto. 

 

 

Criada pela J.Walter Thompson, a campanha envolve diretamente mais de 30 profissionais voluntários e dá continuidade às ações de prevenção que o Hospital do Câncer iniciou no final de 2000 com o apoio maciço dos principais veículos de comunicação do país. O objetivo da campanha, coordenada por Daniel Deheinzelin, diretor clínico do Hospital do Câncer, é motivar homens e mulheres a previnir-se da doença e fazer exames médicos periódicos. A campanha é parte do Cepid, um programa da Fapesp que estimula a pesquisa e a difusão de informações científicas.  

 

No mundo -como no Brasil- uma em cada quatro mulheres está contaminada pelo papilomavírus (HPV), responsável por mais de 95% dos casos da doença. A diferença é que aqui a detecção do vírus e das lesões é tardia, o que nos coloca entre os campeões mundiais de incidência (mais de 16 mil casos por ano) e morte (quase 4 mil, dizem os números oficiais) das mulheres devido ao câncer de colo de útero. 
 
O motivo: falta de prevenção, diagnóstico precoce e informação. "A grande maioria ainda não sabe, por exemplo, que se pode evitar a doença com o uso de preservativos nas relações sexuais e a realização de exames simples como o Papanicolaou", diz a bióloga Luisa Villa, do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer, que preside o Congresso do HPV. O teste de Papanicolaou é hoje o método mais difundido e acessível para detectar lesões e verrugas provocadas pelo HPV. Já existem também testes moleculares que podem detectar a presença do vírus. Só um médico pode avaliar qual a melhor arma contra o HPV.

 

 

O Hospital - Fundado em 1953 por Antônio e Carmen Prudente, o Hospital do Câncer é o principal centro de pesquisa, ensino e tratamento da doença na América Latina. É presidido por Ricardo Brentani, também presidente do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer no Brasil. Conta com uma equipe multidisciplinar de 200 oncologistas e nestes 48 anos tratou mais de 300 mil pacientes, a maioria de baixa renda. A cada ano detecta e trata cerca de 5,5 mil novos casos e realiza mais de 130 mil consultas e mais de 5 mil cirurgias.



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