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Estabilizadores do Humor
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Ácido Valpróico
27/08/2006 - 22h05m

DEPAKENE
VALPAKINE

Não se conhece exatamente o mecanismo de ação do Ácido Valpróico, porém acredita-se que esteja relacionado com um aumento direto ou secundário das concentrações do neurotransmissor inibidor GABA (ácido gama-aminobutírico), possivelmente causado pela redução de seu metabolismo ou sua recaptação nos tecidos cerebrais. 

O Ácido Valpróico é de absorção rápida no trato gastrintestinal, a qual porém demora mais quando ingerido com alimentos. Em concentrações séricas terapêuticas acima de 50mg/ml, sua união às proteínas é de 90%; à medida que aumenta a concentração, a fração livre se torna maior, e assim aumenta o gradiente de concentração no cérebro. 

Seu metabolismo é fundamentalmente hepático. A meia-vida do Ácido Valpróico é muito variável, de 6 a 16 horas, e as concentrações séricas terapêuticas variam de 50 a 100mg/ml. É eliminado por via renal, principalmente como conjugado glicurônico, e em pequenas quantidades pelas fezes e pelo ar expirado. Atravessa a placenta e é excretado no leite materno.

Indicações
Tratamento da epilepsia (crise de ausência, pequeno mal). Como coadjuvante no tratamento das crises mistas da epilepsia e do transtorno bipolar do humor.

Dose
A dose usual para adultos é de 5 a 15mg/kg/dia por via oral; a dose é aumentada semanalmente em 5 a 10mg/kg/dia conforme a tolerância, até um máximo de 60mg/kg/dia. A dose usual pediátrica (para crianças de 1 a 12 anos) é de 15 a 45mg/kg/dia.

Reações adversas
Hepatotoxicidade grave ou fatal (risco maior em crianças que recebem outros anticonvulsivos simultaneamente), alterações intestinais, diarréia, tremores, náuseas, vômitos, erupções cutâneas, hemorragias ou hematomas por trombocitopenia ou inibição da agregação plaquetária, sonolência.

Precauções
A administração de Ácido Valpróico requer cuidados, especialmente nas crianças (maior risco de desenvolver hepatotoxicidade grave), na presença de discrasias sangüíneas, doença cerebral orgânica, doença hepática e disfunção renal. Deve ser empregado com cautela nos casos que requerem qualquer tipo de cirurgia, tratamento dental ou de emergência devido ao possível prolongamento do tempo de sangria. 

Não se recomenda a ingestão de álcool ou outros depressores de SNC quando em uso de Ácido Valpróico. Na suspensão de sua administração a dose deve ser reduzida gradualmente, pois a suspensão repentina pode precipitar a crise ou o estado epiléptico. Nos casos em que se utiliza o ácido valpróico para substituir ou suplementar outra terapêutica anticonvulsiva, as doses devem ser aumentadas de forma gradual conforme a redução da outra medicação, a fim de manter o controle da crise. 

A meia-vida do Ácido Valpróico pode prolongar-se consideravelmente em pacientes com disfunção hepática e em crianças menores de 18 meses. Recomenda-se que, antes do tratamento e perio-dicamente durante a sua duração, sejam feitas determinações do tempo de sangramento, contagem sangüínea e de plaquetas, determinação da função hepática e renal.

Interações
A hipoprotrombinemia induzida pelo ácido valpróico pode aumentar a atividade dos derivados da cumarina e indandiona, e aumentar o risco de hemorragia em pacientes que recebem heparina ou trombolíticos. O uso simultâneo com antidepressivos tricíclicos, haloperidol, inibidores da monoaminooxidase e fenotiazinas pode potencializar a depressão de SNC e reduzir o limiar convulsivo. 

A administração juntamente com medicamentos hepatotóxicos pode aumentar o risco de hepatotoxicidade. A associação com fenitoína pode provocar crises convulsivas inesperadas ou a toxicidade por esta droga devido à interferência na sua união com as proteínas. O uso em conjunto com carbamazepina pode provocar concentrações séricas menores e diminuição da meia-vida devido ao aumento do metabolismo induzido pela atividade das enzimas microssômicas hepáticas. 

O uso simultâneo com barbitúricos ou primidona pode aumentar as concentrações séricas desses medicamentos devido ao deslocamento das uniões com as proteínas e, por conseguinte, o risco de toxicidade neurológica e depressão de SNC.A administração juntamente com inibidores da agregação plaquetária pode aumentar o risco de hemorragias.

Contra-indicações
Disfunção hepática grave, gravidez (pode produzir anomalias no tubo neural do feto).

DEPAKENE® - (ABBOTT)
Composição: Cada cápsula contém ácido valpróico 250mg
Cada comprimido revestido contém valproato de sódio 300mg
Cada comprimido revestido contém valproato de sódio 576mg
Cada 5ml de xarope contém valproato de sódio 288mg.
VALPAKINE® - (SANOFI)
Composição: Cada comprimido revestido contém valproato de sódio 200mg
Cada comprimido revestido contém valproato de sódio 500mg.
Sol. oral de valproato de sódio 200mg/ml.

Fonte: Ballone GJ - Estabilizadores do Humor - in. PsiqWeb, Internet, disponível em www.psiqweb.med.br, revisto em 2005.




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