Por que tanta insegurança e necessidade de nos impormos, perante à sociedade e disputarmos uma supremacia com nossos semelhantes, quando estamos atrás de um volante? Qual o poder que nos é conferido? O poder de uma arma. O apelo que o automóvel exerce como símbolo de poder, potência e status, é aproveitado com grande criatividade pela propaganda em todo o mundo.
O nosso trânsito caótico, com milhões de carros ( em boas e péssimas condições ), são conduzidos diariamente por bons e maus motoristas, por pessoas em todos os estados emocionais, por pessoas sonolentas, alcoolizadas, doentes e muitas vezes, drogadas. O resultado de nossa experiência diária e vivida é, em muitos casos, os surtos sofridos pelas imprudências praticadas, por nós e pelos outros.
Não basta sermos devidamente habilitados, não basta sermos atento, não basta sermos conscientes. A direção de um veículo é um ato de alto risco, em qualquer lugar, em qualquer momento e infelizmente, somente quando passamos por um acidente, é que a nossa mente fica alerta. Porém, é por poucos minutos. Logo esquecemos o incidente.
De pouco adiantam as leis e as punições. A mudança de atitudes e uma nova cultura são fundamentais para a preservação da vida. Por que não preservamos mais a nossa vida e a vida dos outros? No dia em que realmente nos comportarmos com decência e responsabilidade, no dia em que nos lembrarmos da necessidade do resgate do sentimento humanitário da convivência no trânsito, aí sim, seremos seres fortes e poderosos. Seremos seres humanos realmente superiores.
A VIDA É MOVIMENTO. TRÂNSITO É VIDA !!!!
Autora: Edlene Leite Loureiro Rodrigues, Psicóloga, CRP: 0966/ 13ª Região.
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